Setembro Amarelo: O Custo Oculto da Autocrítica no Caminho para o Sucesso.
Em um espetáculo de cores que invade a cidade, os ipês amarelos florescem em setembro. Não é apenas a estação que muda, mas o nosso olhar. Eles nos lembram que a beleza pode florescer mesmo em meio ao concreto, a cor pode brilhar mesmo sob um céu cinza. E é com essa mesma esperança que o Setembro Amarelo nos convida a uma conversa necessária.
Para a alta performance, muitas vezes a única conversa que importa é sobre metas, resultados e o próximo passo. Mas existe um diálogo muito mais silencioso e perigoso acontecendo dentro da mente de líderes e executivos: a voz da autocrítica. Neste mês, vamos olhar para o custo que essa voz pode gerar e como a neuropsicanálise pode nos ajudar a transformá-la em uma aliada, antes que ela se torne um fardo insuportável.
A autocrítica, em sua forma mais extrema, se disfarça de ambição. Ela nos convence de que o próximo desafio, a próxima conquista, a próxima meta alcançada trará, finalmente, o reconhecimento e a paz que buscamos. Mas, para muitos, essa voz se torna um algoz interno, que mina a autoestima, gera uma sensação constante de insuficiência e empurra a mente a um estado de esgotamento. É o custo oculto de um sucesso que, por fora, brilha, mas por dentro, esconde uma batalha silenciosa.
É nesse ponto que a neuropsicanálise se mostra como uma ferramenta essencial. Ela nos ajuda a entender a origem dessa voz crítica, as feridas do passado que a alimentam, e a reescrever o diálogo interior. A verdadeira alta performance não é a ausência de dor, mas a capacidade de enfrentar essa dor com coragem e autocompaixão, pois a busca por sucesso sem saúde mental não é uma conquista, mas uma armadilha.
O mês de setembro é um lembrete de que falar sobre sofrimento mental não é sinal de fraqueza, mas de uma profunda força e inteligência emocional. É a decisão consciente de cuidar do seu bem-estar, pois ele é o combustível para um desempenho sustentável e duradouro.
Olhamos para o espetáculo amarelo da resiliência, mas por trás da cena, a autocrítica pode ser a raiz de um sofrimento oculto. No próximo folhetim, vamos mergulhar mais fundo nessa batalha silenciosa.

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